Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

13 de Julho

13 de Julho de 1954.
Um adolescente branco, caipira e caminhoneiro,
de 19 anos começa a brincar ao microfone
do Memphis Recording Service,
improvisando sobre o blues That's All Right, Mama.
Não podia imaginar que tal feito
seria o marco inicial do rock,
embora o próprio jamais tenha reivindicado tal feito.
" Rock and roll sempre esteve por aí ".
"Costumava ser chamado de rhythm & blues".
Disse em uma entrevista em 1958.
Mais do que a expressão das influências disparatadas de um jovem,
era um revolucionário ato de integração cultural, musical e racial.
30 anos depois daquele insight,
em 13 de julho de 1985,
o festival Live Aid,
realizado simultaneamente em estádios
dos Estados Unidos e da Inglaterra;
era uma união de astros do rock,
como Paul McCartney, David Bowie, Bono Vox,
Eric Clapton, B.B. King, Mark Knopfler e outros,
em torno de uma fabulosa ação assistencial
para levantar fundos para salvar os famintos da Etiópia.
Esse dia ficou convencionado como o
Dia Internacional do Rock - data que se festeja nesta segunda.
Podemos comemorá-lo pelos motivos citados a cima,
por Elvis, pela Etiópia, pela revolução,
pela solidariedade, pela integração cultural,
enfim, aqueles que ouvem e que pensam
podem comemorar por qualquer motivo.
Por que não é um motivo qualquer.
Afinal, It`s only rock and roll ( but like it ).

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Um Corinthiano dos anos 60

Hoje me sinto como um Corinthiano.
Não fico vermelho de vergonha afirmando.
Não fique também vermelho, só que de raiva.
Este Colorado vai se explicar e você vai concordar.
Me sinto como um Corinthiano dos anos 60.
Aquele da fila.
Aquele no qual o Rei era seu algoz.
Porque já faz 30 anos desde o Tri.
Meu velho pai tinha razão.
Disputaremos quatro títulos em 2009.
Campeões de tudo.
Fechamos negócio por 3.
3 títulos em 4 disputados. Sábio palpite.
Porque esta Guerra centenária tem quarto etapas.
Descobrimos com a invencibilidade e o título Gaúcho,
que o céu era o limite.
Porém, nosso algoz, que joga como o Rei dos anos 60.
Decidiu nosso destino na Copa do Brasil. Tanto lá com cá.
Esta batalha está perdida.
Vamos juntos, recolher os feridos,
contar as baixas, reagrupar as tropas,
aprender com nossos erros
e, principalmente colocar os pés no chão.
Isso porque, na Recopa, jogaremos nas nuvens.
E se meu velho pai estiver certo,
será o Segundo título em três
que nos é de direito neste centenário.
Por isso digo que me sinto hoje um Corinthiano.
Porque sei que esta fila vai acabar este ano.
TETRACAMPEÃO BRASILEIRO.
É isso.
Em 2010 quero todos no nosso caminho.
Eles, os Corinthianos e quem mais vier.
Estaremos lá aguardando.
Esta derrota só nos deixa mais fortes.
Mais livres.
Mais LIBERTADORES.

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

O HIGHLANDER DO MARANHÃO

Quando o imortal Sarney, em tribuna,
discursa em alto e bom tom que a crise não é fruto individual,
e sim do Senado, a mortal esperança morre.
Acabou.
Ela é a última.
A política brasileira é um caso perdido.
Falencia múltipla de órgãos.
Executivo, legislativo e judiciário.
Sarney, nosso coveiro imortal, acaba de martelar o último prego.
Caixão selado.
Ficam suas palavras em nossa lápide.
Com a benção do Arcebispo Lula,
alegando que Sarney não pode ser julgado como uma pessoa normal.
Claro que não pode.
Ele é imortal.
Precisamos cortar sua cabeça.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Woodstock

3 dias de paz, amor, música e contracultura.
40 anos de Vanguarda Criativa.
Sobre ruínas do Sonho Americano,
a materialização da literatura beat.
Com seus Hippies e o tom ácido da revolução sexual.
Na atitude de mexer no mundo.
No sepulcro a superstição contra a ciência,
a direita, a religião, a política e a guerra bruta.
Uma revolução que, por um breve momento,
nos fez esquecer que a estupidez
tem mais vitórias que a razão.
Revolução que hoje,
diante de problemas que vão desde a gripe suína
até as catástrofes econômicas e ecológicas,
é inevitável.
Essa interação da nova geração
e seu papel de poder,
são indícios dessa atitude
de mexer no mundo.
A nova geração é a vanguarda.
É Woodstock, é a queda do muro,
é o sair de cima do muro.
É o não-óbvio, é a eterna insatisação.
Ela transforma crise em oportunidade.
E interagir é a única forma de seduzir.
Essa atitude de mexer no mundo
é a necessidade que não é novidade.
Não importa o tempo, a década, a época.
Toda crise leva a Vanguarda.
Vanguarda Criativa.

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

INVERNO

O sol do tempo que aguarda
a vanguarda do dia nascer
criando novos futuros
projetados pra gente viver.

O dia-a-dia é um pouco de tudo
com tudo pronto pra sorrir ,
e o raiar do dia no mundo
já é um motivo pra ser feliz.

O sabor do vento,
sobre tudo que toca
o desejo de amor,
tudo que importa

E outra criança nasceu,
comemoramos com festa.
Inocente sorriso diz tudo
é o raiar do dia no mundo.

E cada sorriso e abraço
e cada aperto de mão,
sinais de um mundo completo
em nosso coração.

O sabor do vento,
sobre tudo que toca
o desejo de amor,
tudo que importa

Segunda-feira, 1 de Junho de 2009

Pseudônimo

Amo Amy. Mas nada posso fazer.
Por vezes essa história foi contada,
por outras foi a vida que contou.
27 anos.
Quantos foram as vítimas desta data.
Love is a losing game? Life is a losing game?
No fim da contas ninguém sai vivo daqui.
Já diria Renato em sua poesia.
Ele Renato, que em carta a Rolling Stone,
lamentava a morte de Sid Vicious
assinando Eric Russel.
E sempre a vida em déjà vu.
Nós pseudônimos. Eles imortais.
Admiradores anestesiados a cada lamento cantado,
a cada dor íntimamente compartilhada que,
nos torna amigos íntimos de nossos ídolos.
Eis o encanto.
A tragédia anunciada por Amy.
Nada podemos fazer.
Ouvimos. Lamentamos. Constatamos.
Hendrix, Morisson, Johnson, Janis, Kurt…
Amy, não quero incluir nesta lista teu nome.
Continue voltando de preto.
Mas sempre voltando.


Love is a losing game

For you I was a flame

Love is a losing game

Five story fire as you came

Love is a losing game


Why do I wish I never played

Oh, what a mess we made

And now the final frame

Love is a losing game


Played out by the band

Love is a losing hand

More than I could stand

Love is a losing hand


Self professed... profound

Till the chips were down

...know you’re a gambling man

Love is a losing hand


Though I’m rather blind

Love is a fate resigned

Memories mar my mind

Love is a fate resigned


Over futile odds

And laughed at by the gods

And now the final frame

Love is a losing game

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

Primavera

À JAN PALACH
1968 - 2008

Jim Morisson incitava em sua música-protesto-poesia:
- Queremos o mundo e queremos agora!

Louco hoje, ontem, mas não em 68.
O ano em que tudo era possível.
Era.
Hoje contamos anos.
Em forma matemática-cronológica e não-literária.
Sobrevivemos.
Eles viveram e morreram.


Quantos gritos de revolta esbravejados na primavera de praga
ecoam no inverno dos dias atuais?
Quantas cores daquela época, hoje se retratame em preto-e-branco?
Eles ainda tem armas.
Ainda somos a maioria. Ainda usamos drogas. Ainda somos usados.
Nossos sonhos não voam mais.
Todos estão presos. Nós, os sonhos, a memória e a democracia.
O tecido social agora é pano de chão.
As flores são de plástico.


Até que ponto os ideais e as idéias de 1986 chegam até nós?
Travestidos e pasteurizados em forma de música, moda e comportamento?
Tinhamos o direito de ficar calados?
Tudo foi usado contra nós?


Eis o decálogo da não-cooperação:
Não sei, não conheço, não direi, não tenho, não sei fazer,
não direi, não posso, não irei, não FAREI!
Hoje, todos os governos. TODOS.
Ocidentais, orientais, capitalistas, comunistas,
socialistas, negros, brancos,
latinos e europeus utilizam o decálogo.
A Constituição.
Estéril.
Natimorto.
1968.
O antes e o depois. Iguais.
As reformas foram canceladas e o regime único continua a vigorar.


Em protesto contra o fim das liberdade conquistadas
o jovem JAN PALACH ateou fogo ao próprio corpo
em uma Praça em 16 de Janeiro de 1969.

Hoje continuam os protestos.
Sangue no jornal, fome na esquina, crianças matando crianças inimigas.
Doenças. Fogo.

TODOS NÓS SOMOS REFÉNS.

TODOS NÓS SOMOS JAN PALACH.

Terça-feira, 19 de Maio de 2009

A ratoeira

Quem pega ônibus sabe (ou não), que este conto de fadas anunciado nos comerciais realmente surpreende.
Não pela cara de pau dos patrões-governantes, mas por ser a propaganda de um transporte público de outra cidade.
Um admirável mundo novo.
Um futuro planejado com todo sarcasmo e abandono a classe trabalhadora.
Diante do sofrimento, costumamos mudar.
Porém, a democracia é uma piada. Foi transformada em um conjunto de gestos indignados contra a corrupção.
Foi misturada ao desejo de justiça. Foi morta com a certeza da impunidade em relação a maracutaia e as alianças políticas.
Hoje vemos que os líderes do nosso atraso, combatem a modernização da cidade através do vale tudo.
Entupir os bolsos e as vias da cidade: prioridades das políticas públicas de transporte.
Prometendo em campanha abrir a caixa preta, abriram os cofres e os bolsos do povo.
Agora, mais uma vez, o aumento das passagens é uma realidade.
Essa greve de ônibus é forjada no ferro e no fogo da ganância, marcando o rebanho, o admirável gado novo.
Fazer greve é liberar as catracas, com portas abertas, com uma real posição contra os patrões-governantes.
Quando a cidade não aguentar mais.
Quando o rodízio de automóveis for implantado.
Quando a violência descer o morro e sermos confundidos com um Rio de Janeiro em vilência ou uma São Paulo de congestionamento, construirão outras pontes.
Com o superfaturamento, novos carros blindados, para fugir das balas e do rodízio, serão comprados com o dinheiro que pagamos pelas passagens.
Isso me lembra aquela história do ratinho:
Preocupadíssimo, o rato viu que o dono da fazenda havia comprado uma ratoeira: estava decidido a matá-lo!
Começou a alertar todos os outros animais:
Cuidado com a ratoeira! Cuidado com a ratoeira!
A galinha, ouvindo os gritos, pediu que ficasse calado:
Meu caro rato, sei que isso é um problema para você, mas não me afetará de maneira nenhuma ,portanto não faça tanto escândalo!
O rato foi conversar com o porco, que sentiu-se incomodado por ter seu sono interrompido.
Há uma ratoeira na casa!
Entendo sua preocupação, e estou solidário com você – respondeu o porco. – Portanto, garanto que você estará presente nas minhas preces esta noite; não posso fazer nada, além disso.
Mais solitário que nunca, o rato foi pedir ajuda à vaca.
- Meu caro rato, e o que eu tenho a ver com isso? Você já viu alguma vez uma vaca ser morta por uma ratoeira?
Vendo que não conseguia a solidariedade de ninguém, o rato voltou até a casa da fazenda, escondeu-se no seu buraco, e passou a noite inteira acordado, com medo que lhe acontecesse uma tragédia.
Durante a madrugada, ouviu-se um barulho: a ratoeira acabava de pegar alguma coisa!
A mulher do fazendeiro desceu para ver se o rato tinha sido morto. Como estava escuro, não percebeu que a armadilha tinha prendido apenas a cauda de uma serpente venenosa: quando se aproximou, foi mordida.
O fazendeiro, escutando os gritos da mulher, acordou e levou-a imediatamente ao hospital.
Ela foi tratada como devia, e voltou para casa.
Mas continuava com febre. Sabendo que não existe melhor remédio para os doentes que uma boa canja, o fazendeiro matou a galinha.
A mulher começou a se recuperar, e como os dois eram muito queridos na região, os vizinhos vieram visitá-los. Agradecido por tal demonstração de carinho, o fazendeiro matou o porco para poder servir aos seus amigos.
Finalmente, a mulher se recuperou, mas os custos com o tratamento foram muito altos. O fazendeiro enviou sua vaca ao matadouro, e usou o dinheiro arrecadado com a venda da carne para pagar todas as despesas.
O rato assistiu aquilo tudo, sempre pensando:
“Bem que eu avisei. Não teria sido muito melhor se a galinha, o porco e a vaca tivessem entendido que o problema de um de nós coloca todo mundo em risco?”
O problema de ser rato e de ser transportado como um porco em carros lotados guiados por motoristas açogueiros em horários esdrúxulos, é de que não existem ratoeiras.
Aqui, as cobras comem os ratos que pagam o pato, quer dizer, a passagem.

Segunda-feira, 4 de Maio de 2009

Ui ar de xampions, naum tem?

Todo dia era dia de Índio, agora só tem o dia 19 de Abril...
(Novos Baianos)

Um programa de Índio, assim foi o domingo Chapecoense.
Meia dúzia de gols azuis.
Um balaio.
O Índio veio armado, com vantagem até os dentes.
Verde de esperanças.
Estocado as três flechadas na primeira peleia.
O Índio saiu na frente no segundo jogo.
Parecia que este domingo seria seu dia.
Mera ilusão.
Saiu vermelho, ferido e vice.
A aldeia de sua defesa foi saqueada.
A tribo dos Azuis foi mais aguerrida.
Com o Azul Marquinhos, organizando a batalha.
Um Cacique com número e com nota iguais.
Seus Guerreiros corriam. Eram expulsos. Baixas de guerra.
Fim dos 90 minutos.
Três estocadas devolvidas. Mesma precisão. Sabor de vingança.
Prévia do que viria.
Pois a dança da chuva, foi de gols.
Mais 30 minutos de uma batalha prorrogada.
Mais expulsões. Verdes baixas de guerra.
Defensor batendo penalti.
Torcida com grito de guerra.
Grito de vitória. Chuva de lágrimas.

Ui ar de xampions, naum tem?

Segunda-feira, 27 de Abril de 2009

Eu sou Ronaldo

Demorei uma vida inteira para aprender a pintar como uma criança.
Pablo Picasso.

Sempre vi um final de carreira como um final de carreira.
Assim mesmo, pejorativamente.
Depois de certo tempo, aprendendo a apreciar as formas da maturidade,
entendi que o principal defeito da juventude é complicar as coisas.
Entendi também, que a experiência traz maturidade e transforma o conhecimento em simplicidade.
Constato hoje.
Isso mesmo, hoje.
Pois, ontem, vi o poder que a simplicidade tem.
O poder da genialidade.

Veríssimo, o filho, certa feita escreveu:
O futebol é uma forma de explicar a condição humana.
É verdade.

Vendo em vídeo os jogos da Copa de 70, não pude acreditar: os jogadores andavam em campo.
Rivelino, Gerson e Pelé.
Jogando um futebol contra qualquer tipo de conceito, de modernidade.
Simplesmente andavam em campo.
Assim como Garrincha, o aleijado.
Pernas tortas para a esquerda.
Contrariando as regras. Da física e do drible.
Armando, driblando sempre para o mesmo lado.

É isso.
A simplicidade quebra regras, porque as regras são bichos complexos.

Era pra Ronaldo ter parado.
E duas vezes teve a oportunidade de seguir as regras.
O jovem Ronaldo era rápido, veloz e goleador.
O Ronaldo das Copas era decisivo, definitivo.
Esse Ronaldo terceiro, o do Corinthians, é simples.
É gênio.
Anda em campo.
Assim como o Rei que via tudo, na Vila famosa.
Gol de Pelé, disse o Rei.
Ronaldo em fim de carreira, em final de carreira.
Como os gênios em fim de carreira.
Como um Picasso, um Pelé.

Como uma criança descalça nas ruas de terra.
Dando um pulinho depois do chute definitivo.

Domingo, 5 de Abril de 2009

O GLORIOSO

Celeiro de Ases
Nélson Silva, 1957

Glória do desporto nacional
Oh, Internacional
Que eu vivo a exaltar
Levas a plagas distantes
Feitos relevantes
Vives a brilhar

Correm os anos, surge o amanhã
Radioso de luz, varonil
Segue a tua senda de vitórias
Colorado das glórias
Orgulho do Brasil

É teu passado alvi-rubro
Motivo de festas em nossos corações
O teu presente diz tudo
Trazendo à torcida alegres emoções

Colorado de ases celeiro
Teus astros cintilam num céu sempre azul
Vibra o Brasil inteiro
Com o clube do povo do Rio Grande do Sul

Segunda-feira, 30 de Março de 2009

Coca-Cola

Meu nome é Fabiano.
Em 94, eu tinha 11 anos.

Naquela Copa, a promoção da Coca-Cola era a tampinha premiada.

A tampinha com as três seleções: campeã, vice e terceiro lugar, na ordem correta; premiava com um carro.

Eu tinha uma com a seguinte ordem: Brasil, Itália e Bulgária.
A decisão do terceiro lugar me daria um carro.
A Suécia ganhou de 4 a 0.

O carro foi pro espaço. A tampinha também.
No dia da final, nos reunimos no bar da minha família.
A emoção do jogo era mais importante que as tampinhas.
No primeiro tempo da prorrogação, meu tio me chama no canto.
Me da uma tampinha com a seguinte ordem: Itália, Brasil e Suécia.

E agora? Torço para Itália e para o carro?
Ou torço para o Brasil?

A vida e feita de escolhas.
Eu fiz a escolha certa.
Era minha primeira Copa.
Joguei a tampinha fora.

Segunda-feira, 9 de Fevereiro de 2009

Corrente em Blogs

Atendendo ao Colorado Fernando Palermo, listo seis coisas sobre mim.

Antes as regras do jogo
1. Colocar o link de quem indicou a brincadeira. FALAPALERMO - na minha lista de blogs.
2. Escrever as regras para deixar o jogo mais claro. OK
3. Contar seis fatos aleatórios sobre você. OK
4. Convidar seis blogueiros para fazer o mesmo. DIMI, DOUG, OSMAR, FABIO e GUI.
5. Avisar os convocados. OK

Os fatos.
1. Hoje descobri que o primeiro Grenal foi 10 x 0 para eles.
2. Mudo o visual umas dez vezes por ano.
3. Minha grande tristeza e naum poder ter visto Jimi Hendrix ao vivo.
4. Descobri que publicidade - assim como o Rock and Roll -, naum se aprende na escola.
5. Atendo por seis nomes - Fabio, Fabiano, Fabricio, Benzina, Presença e Nicaretta
6. Mac eh MARA!!!!

Sábado, 21 de Junho de 2008

As memórias de um velho de 25 anos.

Apenas um brasileiro seria capaz de tal feito.
Suprema malandragem.
Um,dois passos.
Séculos de colonização representados.A arte de viver da Fé.
Capoeira,samba e alma negra.Carioca.Brasil.
Cartola.Um,dois coelhos tirados.
O lance mais lindo do futebol.
NÃO!!!
Não foi um gol.
Por si,só;explica a condição humana.Veríssimo.
Eis a síndrome de vira-lata e seus efeitos colaterais:
O improviso e a genialidade.

A inevitável Penalidade Máxima desapercebida.
Nosso CAPITÃO da malandragem.25 anos apenas.
Camisa 4.
Sim!!!
Um zagueiro,um lateral.
Apenas ele teria o direito de fechar com chave de ouro a COPA de um time SÓ.1970.
Um tal Pelé o serviu como um Métri.
Numa final com goleada;imaginem...
E da entrada da área o tiro.
Um dentre a salva disparada na batalha do México.
Um exército de 11 homens.

Onde Napoleão era Gérson.
Aonde a África era o meio-campo,as laterais e mais qualquer espaço,
no solo ou no ar.
Onde esses Van Gogh´s cortavam zagueiros adversários;
pintavam o 7 em forma de furacão,o 11 canhoto e o 9 de Tostão.

Monalisa da copa.
A inevitável tragédia transformada em mera falta.
Braços ao ar alegando inocência,advogando.
Juíz...

Vendo hoje um Brasil e Paraguai.
Um Brasil do Paraguai.
Aonde o Paraguai vence.
Aonde o Brasil se defende.

Vendo hoje um Brasil e Argentina.
Empatados em resultado.
Porém em futebol e publicidade argentinos somos.
Che.

Tenho saudade do que só vi por vídeo.
Se ao vivo fosse não acreditaria.
Ainda mais comparado a hoje.
Maravilha de tecnologia.
Efeitos especias Tupinikins.

Tenho saudade do que aconteceu antes mesmo do meu nascimento.
Eram milhões em ação.

Hoje são milhões,muito mais milhões.
E só.
Um Brasil de cifras.

Quanto ganharia Carlos Alberto Torres se acaso jogasse em nossa época?
Não importa,obras de arte são irreproduzíveis.
IT ET NUNC.